quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Á Bunda

Olha,desta vez passou dos limites.Só não boto você para fora porque é a sua cara dar escândalo!

Estou cheia de você atrás de mim o tempo todo.Fica se fazendo de fofinha, enquanto por trás de mim nem desperta olhares...

Você está redondamente enganada se pensa que vou me rebaixar ao seu nivel- o que vem de baixo não me atinge.Mas faço questão de desbancar essa sua pose empinada.

Você é e sempre foi, um peso na minha existência.Se diz sensível e profunda, mas está sempre voltada para aquilo que já aconteceu.Tenho vergonha de te apresentar aos outros, sabia?

Porque você não encara as coisas de frente?Parece que no fundo tem algo a esconder. O que há por trás de todo esse silêncio?

Você diz que está dividida e que eu preciso ver os dois lados da questão.Ora, seja mais decidida bunda!!
Longe de mim querer me meter na sua vida privada, mas a imressão que dá é que voâ não se enxerga.Porque está longe de te r nascido virada para a lua.

Bunda, você mora de fundos, num lugar abafado.Nunca sai para dar uma volta, nuca toma um ar.Vive enfurnada sem nenhum contato com a natureza.

Não é de adimirar que fique retida.Tentei te levar para fazer a ginástica, mas fingiu que não escutou.

Lamento, isso dói mais em mim do que em você, mas vocÊ merece o chute que estou lhe dando.

Duplamente decepcionada.

Raffy


*Baseado no texto de Fernanda Young na revista CLAUDIA nº1 ano 47

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